segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Parabéns, Sergipe!

Sergipe também é naturista. Neste último final de semana a FBrN entregou a Serginat - Associação Sergipana de Naturismo o certificado de filiação, em cerimônia ocorrida em Massarandupió.


Um grande salto para a consolidação do naturismo no menor estado brasileiro. Trata-se de um pequeno grupo que se mostra confiante em fazer de Sergipe um grande estado naturista, onde o naturismo seja respeitado e reconhecido. Com certeza não será fácil, mas a maior dificuldade foi superada: a falta de uma organização em prol desta luta.

Parabéns, Sergipe.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Para o Naturismo crescer ainda mais...


Originalmente publicado no Jornal Olho Nu, edição N° 28 – janeiro de 2003

Escrevo esta mensagem motivado pela reflexão que me ocorreu ao ler, na edição 26 do OLHO NU, duas chamadas da FBrN:

- Tire a roupa e VIVA NU!

- Arrisque e tire a roupa. Você só terá a ganhar!

São duas chamadas contundentes e fortes que estimulam a nudez numa sociedade que se nega, em boa parte, em pelo menos discutir o Naturismo (vide Congresso Nacional), ainda que se leve em conta os inegáveis avanços no que se referem à mídia e oficializações dos espaços naturistas.

Ao ler tais chamadas me ocorreu uma questão: quais as condições reais de vivenciar o Naturismo no Brasil ?

Parece-me que não são tão fáceis, em especial para a grande maioria das pessoas que residem afastadas das áreas ou grupos naturistas, bem como para homens desacompanhados.

Apesar de possuir um extenso litoral e de ter sido povoado, na sua origem, por índios que viviam nus, o brasileiro não vê a nudez como algo natural. A nudez, no Brasil, ainda possui uma relação diretamente proporcional com o sexo e o erotismo. Tal cultura se deve a influência determinante da religião que durante séculos ditou o modo de ser e agir dos seus fiéis, em especial no que diz respeito ao comportamento sexual. Deve-se levar em conta também, o peculiar machismo do brasileiro que sempre viu a mulher como objeto de prazer.

A partir dos anos 70, com a abertura política este quadro começa a alterar-se, mesmo que lentamente, possibilitando que soprassem novos ares, e assim idéias, antes inaceitáveis como o nudismo, começam a ganhar espaço, notadamente nos centros com maior intercâmbio com a Europa. Com o advento da internet o naturismo brasileiro ganha novo fôlego, fortificando o movimento.

Mesmo tendo um cenário mais favorável, o naturismo ainda não possui o reconhecimento social, o que gera situações do tipo das ocorridas no Rio de Janeiro e Tambaba (tentativa recente de redução da área naturista) entre outras, obrigando o movimento naturista a um constante embate para afirmação dos seus princípios, como também a adotar uma atitude de maior reserva em relação aos pretendentes ao convívio naturista.

Para não me alongar muito e sem querer ensinar o pai-nosso ao vigário, encerro defendendo duas teses que acredito serem significativas para o crescimento do naturismo no país, juntamente com as demais políticas adotadas pelo movimento:

1) Incentivar a maior participação das mulheres no Movimento

Entendo que a participação feminina é da maior importância, considerando que a adesão de uma pessoa do sexo feminino, GERALMENTE, ocorre agregada com a adesão de outras pessoas (maridos, namorados, irmãos etc.), o que NORMALMENTE não acontece com os homens, que GERALMENTE aderem isoladamente. Acho ainda, que a medida em aumentar a confiança das mulheres a possibilidade de fortalecimento do movimento é maior.

2) Necessidade de maior reflexão e estudos sobre o naturismo

Vejo a necessidade de consolidar um pensamento naturista brasileiro, pois são poucos os trabalhos científicos voltados para o naturismo. A importância de se pensar o Naturismo se dá pela necessidade de sua fundamentação, para fugir do velho bordão de que se é naturista pela “sensação de liberdade”. Temos que pensá-lo do ponto de vista da Psicologia, Filosofia, Antropologia, Sociologia, Economia etc, de modo a firmá-lo com segurança na sociedade sem correr os riscos de retrocessos, como temos visto atualmente, pela incompreensão da sociedade.

Saudações naturistas.


terça-feira, 31 de julho de 2012

Sergipe e o Naturismo

Após anos sem sinal de vida, eis que surge em Sergipe um grupo de pessoas interessadas em estruturar o naturismo no estado. É um grupo pequeno, são apenas seis pessoas, por enquanto, que estão conversando e dispostos a fundarem a primeira associação naturista nestas terras.

Acreditamos que em breve Sergipe deverá integrar o Movimento Naturista brasileiro, partindo na frente de grandes estados como Ceará, Pernambuco e Bahia que ainda não conseguiram estruturar um naturismo organizado. Sergipe é um estado pequeno e conservador, com aparentemente poucas pessoas interessadas a empreenderem um projeto naturista, o que não deverá desanimar o grupo, que se mostra disposto em levar em frente a idéia da criação de uma associação naturista alinhada com os princípios do naturismo familiar.

sábado, 9 de junho de 2012

EUREKA! Naturismo e Ciência


Sem dúvida a sociedade contemporânea seria muito diferente se o conhecimento cientifico estivesse ausente da sua construção. A ciência hoje é uma saber imprescindível, “normatizando” em muitos casos nossas vidas, como por exemplo restrição do comportamento de fumar em ambientes fechados.
A Ciência introduz-se em praticamente todos os âmbitos de nossas vidas: familiar, social, sexual, trabalho etc. Busca esquadrinhar a nossa existência, no sentido de desvelar o que ainda não foi descoberto ou compreendido. Justifica esta “intromissão” com o argumento de que o conhecimento dos fenômenos, sejam eles naturais ou sociais, permite-nos enfrenta-los melhor, e em alguns casos, elimina-los.
Para o bem ou para o mal, não podemos ignorar o poder que a ciência acumulou ao longo dos séculos. Se no seu nascimento restringia-se a alguns iniciados ou sociedades secretas, hoje qualquer “mortal” poder ter acesso ao saber cientifico, que a partir da Idade Moderna intensificou a “popularização” das suas descobertas ou conclusões. São vários, atualmente, os meios de divulgação aos quais a Ciência recorre, mas, com certeza, a internet é o principal deles, a ponto de algumas revistas cientificas deixarem de publicarem edições impressas adotando a publicação virtual.
A pesquisa cientifica, fundamento da Ciência, permite-nos desbravar “mundos” ainda poucos conhecidos ou de difícil acesso. Seus resultados nos ajudam a lidar melhor com o mundo que nos cerca, compreendendo-o, transformando-o, afetando-nos também, pois o nosso modo de ser e relacionar-se com a vida, mesmo que muitas vezes não nos demos conta disso, passa pelo filtro da ciência. Se durante séculos nossos modos de existência foram fundados nos valores apregoados pelo Estado e pela Religião, contemporaneamente, tal poder é divido com a Mídia e a Ciência.
Na medida em que entendemos mais a vida e o mundo que nos cerca, nosso quadro de referência se amplia. Se estivermos abertos ao novo, ao diferente daquilo que somos ou pensamos, acontece uma revisão de valores fazendo com que algo que antes nos era estranho ou impensável, naturalize-se em nosso referencial em virtude do salto da ignorância para o saber. Daí o conhecimento cientifico ser importante, não o único, na desconstrução de valores que nos levam ao preconceito, discriminação e a intolerância.
Não é por acaso que os movimentos sociais mais mobilizadores contemporaneamente, além de ações políticas e midiáticas, adentraram no mundo acadêmico, na busca de um campo de debate que lhes possibilitasse a construção de um pensamento consistente, de sustentação ideológica e de reconhecimento público. Isso aconteceu com o movimento feminista, o movimento negro, o movimento homossexual, o movimento ambientalista. Uma rápida pesquisa ao site da CAPES (http://capesdw.capes.gov.br/capesdw/) nos permite uma visão aproximada do grau de interesse da sociedade por tais questões.
Na busca com os termos “movimento feminista”, movimento negro”, “movimento homossexual”, “movimento ambientalista” obtivemos as seguintes ocorrências em relação a produção de teses e dissertações no pais desde 1987:

Palavra chave
Ocorrências
Movimento ambientalista
1210
Movimento negro
761
Movimento feminista
459
Movimento homossexual
91
                                       Fonte: CAPES – junho/2012

Quando, repetindo o mesmo procedimento, utilizando o temo “movimento naturista”, obtivemos 18 ocorrências, porém nenhuma destas teses/dissertações apresenta como objeto de pesquisa o nudismo, mas se referem às correntes de pensamento nos campos da Arte, Politica etc.
Utilizando variações dos termos, tais como feminismo, homossexualismo e nudismo, temos os seguintes resultados:

Palavra chave
Ocorrências
Feminismo
1370
Homossexualismo
647
Nudismo
0
                                              Fonte: CAPES – junho/2012

Mas, pesquisando mais detalhadamente encontramos quatro trabalhos acadêmicos que apresentam o movimento naturista como objeto de pesquisa, sendo uma tese (doutorado) e três dissertações (mestrado). O primeiro trabalho foi defendido em 1992 e o último em 2009, nas áreas de Antropologia, Ciências Sociais, Antropologia Social e Educação Ambiental, são elas:

Titulo: O nu e o vestido: uma etnografia fa nudez na praia do Pinho (1992)
Título: “Vivendo “nu” paraíso”: comunidade, corpo e amizade na Colina do Sol (2005)
Titulo: “Da Praia aos Poros”: uma etnografia do naturismo na Praia do Abricó/RJ
(2008)
Título: A ética e a estética dos corpos nus: um estudo de caso do naturismo como proposta de educação ambiental (2009)

Comparando tais resultados com temas voltados para questões sociais, a diferença torna-se bem maior:

Palavra chave
Ocorrências
Saúde pública
7835
Violência
6171
                                            Fonte: CAPES – junho/2012

Até a poesia, arte de “menor consumo” entre os brasileiros, apresenta 3.486 ocorrências no banco de teses da CAPES, indicando que um fenômeno não precisar ser popular para chamar a atenção da academia. Por outro lado, os termos swing/troca de casais apresentam o retorno de duas ocorrências. Coincidência, ou não, tanto o nudismo como o swing são práticas que confrontam as regras morais socialmente vigentes.
Tomemos como exemplo a Universidade Federal da Paraiba, com cursos de graduação e pós-graduação em Turismo, Sociologia, História, Psicologia, Antropologia. Produz anualmente dezenas de monografias, dissertações e teses, mesmo tendo seu principal campus localizado em João Pessoa, a apenas 30 km de Tambaba, não desenvolve sequer uma pesquisa a respeito do naturismo, o que seria “natural” tendo em vista Tambaba ser considerada uma praia de nudismo conhecida internacionalmente, recebendo centenas de turistas estrangeiros. Honrosa exceção encontramos em José Wagner, que luta para inserir a questão do naturismo no cotidiano da Universidade, parecendo, no entanto, obter pouco sucesso.
Olhando o outro lado da moeda, os naturistas também não se mostram muito interessados em discussões cientificas ou teóricas sobre o naturismo. Poucos buscam se apropriarem dos estudos e pesquisas relativas ao tema. Luiz Fernando Rojo e Luciana Arraial foram os únicos autores, que tenho conhecimento, que chegaram a discutir seus trabalhos no meio naturista, e pelo que sei, em apenas uma oportunidade cada. Da mesma maneira, dificilmente encontramos disponibilizados tais trabalhos em sites naturistas, nem mesmo na página da FBrN, que deveria ser a maior interessada, exceto com a monografia de João Carlos Lima (Meio Ambiente e Naturismo),  sequer encontramos uma referência sobre textos acadêmicos.
Cris Natal, propôs a criação de um grupo de estudos sobre naturismo/nudismo via net, mas não conseguiu viabilizá-lo em virtude da inexistência de naturistas interessados na proposta, salvo uma ou duas exceções. Lá se vão alguns anos desta única tentativa de inserir a discussão acadêmica no meio naturista, não ocorrendo, que eu saiba, mas nenhuma mobilização neste sentido.  
Penso que ao distanciar-se da Academia, o Movimento Naturista relega ao limbo um importante espaço de reconhecimento social da prática naturista. As trajetórias dos movimentos sociais - feminista, ambientalista, negro, entre outros - reforçam nosso entendimento. Não há porque mantermos tal distância, pelo contrário, o saber cientifico poderá contribuir, e muito, para que a sociedade aceite que só queremos ficar nus.

Angatu!


sexta-feira, 23 de março de 2012

Naturismo: em qual lugar ?

Sergipe é o menor estado da federação, quase imperceptível no mapa do Brasil, espremido entre Bahia e Alagoas. Não é difícil encontrar alguém que desconheça que a sua capital é Aracaju.

Aracaju é agradável, medianamente arborizada, sem poluição, limpa e, frequentemente, ensolarada. Possui bons hotéis, restaurantes com cardápios que atendem a exigentes paladares. Os bares também são bastante frequentados. Carne de sol e caranguejo são tidos como os melhores acompanhamentos para a cervejinha. O caranguejo é tão popular, que temos a “Passarela do Caranguejo”, na qual podemos encontrar também comida japonesa, mexicana e um bom forró. Sua orla talvez seja umas das mais belas do nordeste, com lago, quadra de tênis, restaurantes variados, praças, e diversos locais que oferecem comidas típicas, como macaxeira e beiju. Um aspecto negativo é o trânsito, infernal nas horas de “pico”. Não possui muitos pontos turísticos, mas é uma cidade interessante, incluindo o interior do estado, para se passar uns bons dias.

Não tenho informações de grupos naturistas em Sergipe. Massarandupio-BA é a praia mais próxima, fica na Linha Verde, a aproximadamente 300 km de distância. Julgo que as praias sergipanas não são apropriadas para o naturismo, pois não apresentam a privacidade necessária para a prática. Frequentemente, na net, citam Abais e Pirambu como lugares possíveis de se tomar banho nu, mas acho arriscado. Um ex-prefeito de Canindé do São Francisco, propôs a criação de uma praia de nudismo no município, mais não chegou a realizar nenhuma ação concreta para viabiliza-la. Parece-me que a curto e médio prazos, o naturismo “em Sergipe” só nas terras bahianas.

A questão é: será que existe algum lugar em Sergipe onde se possa praticar o naturismo ?

domingo, 4 de março de 2012

A MULHER

Desde os tempos de Cabral a mulher brasileira é reconhecida como bela e deslumbrante, Caminha em sua carta ao rei de Portugal tece rasgados elogios às índias da nova terra. A natural nudez das índias mexeu com o português, fazendo com que a elas se referisse por diversas vezes.

Se para os portugueses a nudez indígena era digna de espanto, para os nativos consistia num modo espontâneo de encontrar-se no mundo. Não havia motivo para esconder o corpo, visto como uma unidade, sem “partes” vergonhosas ou indignas. Os corpos das índias exibidos nas mesmas condições dos corpos masculinos. As diferenças anatômicas eram compreendidas meramente como tais, sem nenhuma conotação diferenciada que impedisse a nudez tanto dos homens como das mulheres.

Não foi fácil para os portugueses cobrirem os índios, mas conseguiram. Fizeram da nudez, antes vivenciada cotidianamente, um ato abominável, vergonhoso e de grave pecado. Cobrir os corpos, especialmente os genitais, tornou-se uma necessidade, imprescindível para o convívio social, relegando a nudez para a sombra da imoralidade. As roupas passaram a compor a natureza humana. Despir-se em público significa uma regressão da civilização, sinônimo de primitivo.

Esta carga é maior sobre as mulheres, para as quais a nudez é proibida (exceto na mídia) seja porque uma mulher decente não anda nua, seja porque não possui um corpo perfeito para expor. Historicamente a mulher foi coberta, sob o argumento de constituir-se um perigo para o equilíbrio masculino, que poderia perder o controle com a visão da mulher nua. Ou seja, desde Eva que a mulher é responsável pelos descaminhos do homem.

Mas existiram, e existem, mulheres que desafiam tais normas e se desnudam a despeito da suposta “imoralidade” ou da imposição de uma estética opressora e angustiante. Tais mulheres, além de desnudarem seus corpos mostram coragem e determinação. Luz Del Fuego talvez seja o maior exemplo, considerando a época em que viveu e dos riscos que correu por acreditar e viver a nudez em meio a tanta repressão.

Parabéns a todas as mulheres naturistas!

Parabéns as mulheres exploradas, as que são vitimas de violências, as que lutam no dia-a-dia para cuidarem de suas famílias, as enfermas. Parabéns porque apesar dos infortúnios não desistem de acreditar na possibilidade mudança.
Parabéns para todas as mulheres! Santas, pecadoras, belas e guerreiras; por serem no palco da vida estrelas de primeira grandeza.

Que o dia 08 de março ajude aos homens entenderem que um homem só poder ser feliz com uma mulher feliz ao seu lado.  


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A MULHER E O PASSAPORTE

Não é novidade que o Brasil é um país machista. Todas as semanas, na mídia, nos deparamos com manchetes relativas a estupros, violência física ou assassinatos de mulheres, geralmente executadas por homens próximos às vitimas (maridos, pais, namorados etc). O homem brasileiro é um perigo para a mulher, comprovam a existência de mecanismos de proteção da mulher, tais como a Lei Maria da Penha ou as Delegacias para Mulheres.

Ainda para muitos homens, a mulher foi criada para o seu deleite, colocada à sua disposição, cabendo-lhe servi-lo, cuidando-o e satisfazendo-o. Não se trata, pois, de uma companheira ou parceira, mas de uma pessoa que está abaixo do seu status de “senhor”. Inegavelmente é uma realidade em significativa mudança, decorrente de ferrenhas lutas, em especial das feministas e organizações pró-mulheres, apesar de alguns focos de resistência, tais como a política (Dilma é uma feliz exceção), o futebol (quantas partidas de futebol feminino são transmitidas pela Globo ?) e....o naturismo brasileiro.

A prática do naturismo no Brasil tem como adeptos um contingente masculino superior a participação feminina, numa dimensão bastante considerável. Por razões históricas e relativas ao próprio gênero feminino, a mulher demonstra uma resistência em desnudar-se socialmente, e por consequência, em aderir ao nudismo. Fenômeno que, salvo engano, se repete em todos os países.

Daí que, sob o discurso de que um grande número de homens desacompanhados,  em grupos e ambientes naturistas, constrange e inibe o envolvimento de mulheres com o naturismo, a maioria de grupos e ambientes naturistas simplesmente proíbem ou controlam o acesso de homens que não estejam acompanhados de uma mulher.

Trata-se de uma grande falácia. Entendo que, encoberta neste discurso, temos uma atitude extremamente machista, tais como “se você não me traz uma mulher para que eu a veja nua, você também não poderá ver a minha mulher nua”. Claro que ninguém coloca esta ideia explicitamente, preferindo, logicamente, recorrer a inúmeros argumentos que “justificam” tal proibição. Mas por que é uma falácia ?

a)    Quantas mulheres foram consultadas a respeito desta “regra” ? O que elas dizem sobre a mesma ? Será que elas “precisam” desta “proteção” ?

Pelo que me consta, Luz Del Fuego estava muito pouco preocupada se a maioria dos frequentadores de sua ilha era homem ou mulher. O que importava era que estivessem nus/nuas e respeitassem as demais pessoas.

b)    Me parece que Maria Luzia, Glacy, Karina e outras tantas naturistas anônimas, por si só se fazem respeitar, sem dependerem da “guarda” masculina, assumindo intensamente o naturismo.

c)    Por exemplo, a praia de Abricó é democraticamente liberadab para homens sem companhia feminina, e não há registro de invasão em massa de homens ou o constrangimento habitual das mulheres.

No lugar de se fazer uma campanha educativa na tentativa de atrair as mulheres, o naturismo brasileiro buscar o crescimento através da repressão aos homens. Não interessa se a mulher que o acompanha seja  esposa, amiga ou prostituta (bem familiar!). O que importa que sem uma companhia feminina (seu passaporte), o mais autêntico naturista não entra. Isto é o mais puro machismo!